vacinação rotineira de gestantes e a vacinação de pais, cuidadores e profissionais de saúde que lidam com o pré-termo, contribuem para diminuir o risco de transmissão do Influenza.
A proteção contra o influenza, já indicada rotineiramente para lactentes de 6 a 23 meses de vida, tem sua indicação reforçada nessa faixa etária, nos casos de bebês prematuros que apresentam taxas de hospitalização, morbidade e mortalidade mais elevadas, podendo alcançar taxas de letalidade pelo influenza e suas complicações próximas a 10%, especialmente em recém nascidos com patologias crônicas respiratórias, cardíacas, renais ou metabólicas.
Em 1992, Groothuis e cols. mostraram, por meio de um estudo de imunogenicidade, uma menor resposta celular à vacinação contra influenza em bebês prematuros com doença pulmonar crônica, quando comparada a lactentes saudáveis. Contudo, os títulos se mostraram protetores para as três cepas de influenza contidas na vacina.
A vacina deve ser aplicada rotineiramente a partir de 6 meses de vida, no outono, em sua formulação pediátrica por via intramuscular. São aplicadas duas doses na primovacinação com intervalo de um mês entre elas e nos anos subseqüentes em dose única, sempre respeitando a sazonalidade da doença.
Duas importantes estratégias para a prevenção de influenza nos menores de 6 meses de vida, que ainda não podem receber a vacina, são a vacinação rotineira de gestantes, com proteção materna e transferência de anticorpos da classe IgG da mãe para o feto, e a vacinação de pais, cuidadores e profissionais de saúde que lidam com o pré-termo, a fim de diminuir o risco de transmissão da doença para ele.
Shinefield e cols. demonstraram que o risco de adquirir doença pneumocócica invasiva é maior nos recém-nascidos pré-termo, quando comparados aos a termo, com risco relativo de 1,6. E também maior nos recém-nascidos de baixo peso ao nascer, quando comparados aos de peso normal também ao nascimento: risco relativo de 2,6. O risco se eleva quanto menor a idade gestacional e menor o peso ao nascer.
Nesse estudo, os autores também demonstraram a imunogenicidade e a eficácia da vacina pneumocócica 7-valente em RNPT e de baixo peso. Para alguns sorotipos (19F, 4 e 9V) a resposta imune (média geométrica de anticorpos) foi ainda maior no grupo de prematuros quando comparados aos a termo. A vacina apresentou eficácia de 100% contra doença invasiva pneumocócica (nenhum caso no grupo vacinado e nove casos no grupo controle).
Não houve diferenças significativas em relação aos eventos adversos locais ou sistêmicos, quando comparado ao grupo controle, que recebeu a vacina antimeningocócica Cconjugada. O grupo de pré-termos que recebeu vacina conjugada antipneumocócica simultaneamente com a tríplice bacteriana de células inteiras apresentou maior incidência de convulsão febril, quando comparado ao grupo de recém- nascidos a termo. Porém, este achado deve refletir a maior ocorrência de episódios convulsivos nesse grupo, independentemente das imunizações.
Ruggeberg e cols. demonstraram, em recente estudo, a indução de memória imunológica com a vacina conjugada heptavalente em prematuros no Reino Unido, quando aplicado um esquema acelerado de três doses, aos 2, 3 e 4 meses, com um posterior reforço com a vacina polissacarídea.
TopoEmbora não seja contra-indicação absoluta, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a aplicação da vacina intradérmica contra a tuberculose (BCGid) somente em recém-nascidos com peso superior a 2.000 g.Não há na literatura estudos que sirvam de embasamento para essa conduta. Contudo, tal recomendação vem sendo mantida.
TopoCom gestações ocorrendo cada vez mais tarde ou precocemente (gravidez na adolescência), e o aumento do número de fertilizações in vitro – com o conseqüente aumento de gestações múltiplas temos assistido, nos últimos anos, a um importante incremento no número de partos prematuros. Os recém-nascidos (RN) com idade inferior a 37 semanas são classificados como pré-termos (RNPT) e os que apresentam menos de 2.500 g ao nascer são classificados como de baixo peso (RNBP).
As Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIN) contam hoje com um avançado arsenal técnico e recursos humanos que possibilitam a sobrevida desses prematuros, muitas vezes extremos, com menos de um quilo. Além da redução da mortalidade, busca-se minimizar também as seqüelas.
O investimento na saúde desses recém-nascidos é enorme, porém a vacinação nesse grupo de pacientes é muitas vezes esquecida, adiando-se a proteção. Atualmente, dispomos de imunobiológicos eficazes e seguros contra diversas doenças virais e bacterianas que podem se desenvolver de maneira mais grave em prematuros, tornando esse grupo merecedor de especial atenção na prevenção das moléstias infecciosas.
Neste Informe, serão abordadas as características imunológicas do prematuro, sua resposta imune, as indicações de vacinas – especialmente nos dois primeiros anos de vida – eficácia e eventos adversos mais comuns, e a proteção no longo prazo. Também serão comentados aspectos da transmissão de doenças pelos cuidadores, da imunização na unidade neonatal e da vacinação da gestante como estratégia na prevenção de doenças no RN.
Hepatite B, influenza, doenças pneumocócicas invasivas, coqueluche e afecções causadas pelo vírus sincicial respiratório são passíveis de prevenção, e cabe ao pediatra neonatologista orientar a família. A completa assistência ao RNPT envolve a sua imunização, que já pode ser iniciada ainda na unidade neonatal. O calendário vacinal sugerido pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e disponibilizado nesse Informativo objetiva padronizar os imunobiológicos que devem ser utilizados nos RNPT e orientar neonatologistas, pediatras e infectologistas.
TopoCom gestações ocorrendo cada vez mais tarde ou precocemente (gravidez na adolescência), e o aumento do número de fertilizações in vitro – com o conseqüente aumento de gestações múltiplas temos assistido, nos últimos anos, a um importante incremento no número de partos prematuros. Os recém-nascidos (RN) com idade inferior a 37 semanas são classificados como pré-termos (RNPT) e os que apresentam menos de 2.500 g ao nascer são classificados como de baixo peso (RNBP).
As Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIN) contam hoje com um avançado arsenal técnico e recursos humanos que possibilitam a sobrevida desses prematuros, muitas vezes extremos, com menos de um quilo. Além da redução da mortalidade, busca-se minimizar também as seqüelas.
O investimento na saúde desses recém-nascidos é enorme, porém a vacinação nesse grupo de pacientes é muitas vezes esquecida, adiando-se a proteção. Atualmente, dispomos de imunobiológicos eficazes e seguros contra diversas doenças virais e bacterianas que podem se desenvolver de maneira mais grave em prematuros, tornando esse grupo merecedor de especial atenção na prevenção das moléstias infecciosas.
Neste Informe, serão abordadas as características imunológicas do prematuro, sua resposta imune, as indicações de vacinas – especialmente nos dois primeiros anos de vida – eficácia e eventos adversos mais comuns, e a proteção no longo prazo. Também serão comentados aspectos da transmissão de doenças pelos cuidadores, da imunização na unidade neonatal e da vacinação da gestante como estratégia na prevenção de doenças no RN.
Hepatite B, influenza, doenças pneumocócicas invasivas, coqueluche e afecções causadas pelo vírus sincicial respiratório são passíveis de prevenção, e cabe ao pediatra neonatologista orientar a família. A completa assistência ao RNPT envolve a sua imunização, que já pode ser iniciada ainda na unidade neonatal. O calendário vacinal sugerido pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e disponibilizado nesse Informativo objetiva padronizar os imunobiológicos que devem ser utilizados nos RNPT e orientar neonatologistas, pediatras e infectologistas.
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Com gestações ocorrendo cada vez mais tarde ou precocemente (gravidez na adolescência), e o aumento do número de fertilizações in vitro – com o conseqüente aumento de gestações múltiplas temos assistido, nos últimos anos, a um importante incremento no número de partos prematuros. Os recém-nascidos (RN) com idade inferior a 37 semanas são classificados como pré-termos (RNPT) e os que apresentam menos de 2.500 g ao nascer são classificados como de baixo peso (RNBP).
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Neste Informe, serão abordadas as características imunológicas do prematuro, sua resposta imune, as indicações de vacinas – especialmente nos dois primeiros anos de vida – eficácia e eventos adversos mais comuns, e a proteção no longo prazo. Também serão comentados aspectos da transmissão de doenças pelos cuidadores, da imunização na unidade neonatal e da vacinação da gestante como estratégia na prevenção de doenças no RN.
Hepatite B, influenza, doenças pneumocócicas invasivas, coqueluche e afecções causadas pelo vírus sincicial respiratório são passíveis de prevenção, e cabe ao pediatra neonatologista orientar a família. A completa assistência ao RNPT envolve a sua imunização, que já pode ser iniciada ainda na unidade neonatal. O calendário vacinal sugerido pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e disponibilizado nesse Informativo objetiva padronizar os imunobiológicos que devem ser utilizados nos RNPT e orientar neonatologistas, pediatras e infectologistas.
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